sexta-feira, 18 de outubro de 2013

First time

Chegue mais perto e diga algo que me provoque a calar sua boca com um beijo novamente. Puxe-me pela cintura e me envolva junto ao teu corpo sendo guiada pelas suas mãos, seja mais uma vez corajoso o suficiente parar arrancar minha roupa, e eu lhe prometo que faço dessa vez, como se fosse à primeira.

Ponha o medo do lado de fora e tranque a porta, aqui onde estamos os medos não fazem morada, por isso não pense duas vezes e deslize sua mão em minha perna, toca-me como se eu nunca tivesse sido tocada antes, faça do meu corpo uma estrada para percorrer com suas mãos curiosas, passe sua língua em meus seios, morda e arranque de mim minhas inseguras e toxicas, aqui onde estamos eu sou apenas sua.

Coloco-me sobre ti apenas com desejo, fome do teu ser, para que nossos corpos se encaixem e sigam juntos dançando no mesmo ritmo uma musica sem letra, ouça apenas o som da minha voz dizendo seu nome.

Teu corpo contra o meu, meu suor na tua pele, minhas marcas no teu ser, e a tua mão em meu cabelo. Nada importa agora, nem a chuva que caí lá fora, temos aqui meu ser e o teu, e eu quero sentir você em mim.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

É meio obvio de se ver que amor não é a palavra certa para descrever o que ele sente por mim, mas ele admite o fato de que é impossível me esquecer, é como se eu fosse um vicio, às vezes destrutivo, difícil de largar que mesmo quando se afasta e some as lembranças vem ao ouvido sussurrar nosso passado.

E ele ali com um riso tonto na cara me despindo só com o olhar, primeiro a calça, depois calcinha, blusa, sutiã, tira minha vergonha e meu pudor, viaja em meu corpo fazendo um desenho a mão.

Não sou mulher para você

Hoje enquanto andava na rua parei para pensar melhor e cheguei à conclusão de que não sou mulher pra você, digo e repito, não sou e quem sabe eu nunca chegue a ser um dia, mas realmente não me importo, pelo menos não mais.
Não sei se saberia me enturmar com sua família, até porque muitas vezes fico de saco cheio dos meus próprios parentes, quem dirá aguentar seres que não possuem nenhum laço comigo. Pode ser que sua mãe ache que eu me visto mal, e com certeza vai comentar com a sua avó o quanto exagerado era o decote que eu usei em tal dia, isso pode lhe causar um constrangimento ainda maior se o seu primo pentelho que nunca comeu uma mulher de verdade na vida não conseguir olhar pro meu rosto enquanto eu falo, por estar admirado demais pelo que trago no peito, e você sabe, não é o coração.
As chances de eu manter uma relação agradável com seus amigos homens é enorme, e isso pode lhe causar irritação, não por eu agir como uma mulher vulgar e fútil, mas sim porque assim como eles eu gosto de beber e jogar conversa fora. Não sei discutir muito sobre coisas femininas, e não sei a importância da cutícula na unha, sempre que posso arranco elas fora por simplesmente não gostar da aparência.
Não, eu não penso em entrar de vestido branco na igreja, até porque branca como sou iria parecer uma alma penada vagando e as chances de os convidados correrem assustados seriam enormes, não espero que você venha ao meu encontro com um sapatinho ou que me acorde com um beijo, não tenho mais 9 anos e aprendi na marra que essas coisas não existem.

Não posso te oferecer muita coisa, e se sou tudo aquilo que você nunca quis, eu entendo, só não entendo uma porção de coisas que você provavelmente nunca vá saber, porque resolveu dizer que eu não era a mulher da sua vida antes de tentar me conhecer, mas não o culpo, o mundo está cheios de barbies procurando um Ken ou um cara que no mínimo tenha um carro de ultima geração e uma tatuagem no braço, com o cabelo liso e um topete, ou aqueles moicanos idiotas, nada contra elas, eles ou você, quem sabe eu apenas realmente não seja mulher pra você.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Say


Você diz que apesar de tudo que aconteça ao mundo lá fora, e apesar de eu não acreditar no que você diz, você ainda assim mantem um carinho enorme por mim, uma vontade de saber se as coisas estão indo bem, se eu estou bem.  
Bem, você tinha razão quando disse que eu não acreditava em nada mais do que você fala, mas tenho meus motivos, por muito tempo estive ao seu lado, e não pedi nada mais do que um pouco de amor, e só você não viu o quanto eu precisava que alguém tomasse conta de mim e do meu coração maluco.
Eu vou indo bem, ainda me meto em minhas alucinações e algumas enrascadas por aí, mas logo resolvo tudo, me alimento bem quando posso, quando posso faço tudo errado como sempre fiz, durmo tarde, acordo diversas vezes durante a noite, você sabe que sempre tive esse costume, apesar de que foi preciso que eu dissesse para que você notasse, as noite dormindo ao meu lado não te serviram para nada além de sexo ao acordar, não vou reclamar, amava o seu jeito ao acordar, me beijando o corpo todo, a sua mão, o meu medo completamente jogado ao chão junto com as minhas roupas.
 Mas veja bem, nada disso faz sentido mais, tudo soa aos meus ouvidos como uma historia mal contada e um tanto quanto ilusória, o mesmo que me teve não é o que anda pelas ruas hoje, acho que tudo foi uma invenção da nossa mente, uma alucinação em que entramos juntos e hoje vendo seu verdadeiro Eu, sinto que não sinto nada, não tenho ódio por você, muito menos rancor, mas não sinto nada, entende?
Prefiro agora seguir sozinha, e essa distancia que criei entre nós, peço para que você não a quebre, não tente quebrar minha muralha com palavras ou gestos, eu sou sensível a ruídos, mas sei que a cada dia que passa eu vou ficando mais forte, você não é insignificante na minha vida, mas não faz mais falta, sim, um dia eu te amei, mas acabou, amores não são eternos e não há uma maquina da verdade para sabermos se ele é real ou imaginário, o meu por você não existe mais, mas cá entre nós eu fico feliz que tudo tenha acabado, obrigado e por favor nunca mais volte para mim.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Dobre a esquina a esquerda e não olhe para trás


Isso mesmo vá em frente e saia daqui enquanto tudo está aparentemente tranquilo, você não quer realmente ficar até o fim para ver como isso vai terminar, quem sabe até queira, mas eu não recomendo que faça isso. Vá em frente e siga longe disso tudo que chamo de vida, isso acabaria por te pegar e trazer cada vez mais para dentro de mim, e você não quer isso, ou quem sabe até queira, mas eu não recomendo também.
Sim, eu estou afim de você, mas você sabe isso é algo pequeno e que não me causa nenhum arrepio, tremor, ou sorrisos bobos, está longe de se tornar uma paixão, e á anos luz de um dia chegar a ser amor, então vai lá, dobre a esquina a esquerda e não olhe para trás, olhar pra trás é um erro, não erre assim, não por mim.
É algo muito obvio você dizer que há carinhas me chamando pra sair, é claro que há, sempre houve, mas não quero que ninguém me pague uma cerveja, eu tenho dinheiro para isso. Ainda tô na tua por não ter conseguido? É, quem sabe, acontece que eu estou longe de “estar na tua”, eu tô na minha, eu sou muito minha, e todo mundo sabe, nem sei se carinho era o que eu queria, queria alguém pra me divertir, rir, dividir um ato revolucionário, por algumas horas ter alguém ao meu lado, acho que era isso. Não era sexo, meus desejos carnais andam meio mortos até, eu confesso, um ato sexual era a ultima coisa que poderia acontecer, eu queria um ato que me revolucionasse, mas tudo bem, eu me destruo e reconstruo muito bem sozinha.

O que encanta


E eu te imagino a todo instante
Em gostos,
Gestos e falas
Te puxo pela mão e te tiro para dançar
Me embalo junto ao teu corpo
Perco-me nos teus braços
De muitos abraços para me dar
E me encanta a cada dia essa vontade de querer mais 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Imagina que cena linda
a tua cor sob a minha
juntas, misturadas,
em uma sombra só