Eu não quero parecer louca, nem desesperada, porque hoje eu estou tão tranqüila meu bem, fez sol lá fora, esquentou aqui dentro, me aqueceu por dentro, quase me senti em seus braços, esquecer seus beijos, seu cheiro, a cor do seu cabelo isso eu não vou, isso eu não quero, só não quero mais tuas migalhas atiradas ao chão da minha porta, não quero te ver como um brinquedo que uso, gosto e não levo pra casa pra cuidar e dizer ser meu, eu não quero não poder te possuir, mas se nada disso acontecer, quero nunca mais sentir teus lábios, essa tua cara de sono, a forma como ri do meu ciúmes, enquanto me chama de louca, e quando é que te disse que era lúcida? Pois hoje até mais lúcida eu estava, mais perto da realidade, minha realidade é não te ter, isso me dói, porem lá no céu eu achei uma estrela ótima e penso em qualquer dia me mudar pra lá, longe desses tormentos aqui existentes, longe da tua mão para me alcançar. Me perguntas tantas vezes se te amo, oras eu gosto, gosto teu modo estranho de caminhar e pentear o cabelo, gosto do teu casaco, e desses teus sapatos sempre mal calçados, gosto do teu gosto, gosto do cheiro que passa do teu corpo até o meu, gosto do nosso gosto, desgosto tuas manias, desgosto teu desleixo, desgosto a tua falta, me atormenta não conseguir gostar dessas coisas em outras pessoas, porem não acreditamos mais em pra sempre, então te gosto hoje, te curti ontem, e se amanhã ainda quiseres a mim sabes onde me encontrar, caso contrario nem venha, em cada estação estarei á sua espera, espera áspera porque me negas meu brinquedo, porque te negas a mim, me mostra o paraíso e te negas a ir até o inferno comigo, mas mesmo assim eu me vou, e eu me sigo e eu me sou tua, quando quiseres ser só meu apareça, me perdoe por não olhar nos olhos teus, mas meu olhos me traem e me levam pra perto do que me nego a aceitar, estou em tuas mãos .
quarta-feira, 29 de junho de 2011
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Deixou
Desliguei-me. Tranquei-me em meu quarto, tirei todas as roupas do roupeiro e comecei a dobra-las. Achei que já havia chorado por horas, mas quando dei por mim, nem mesmo uma hora havia se passado.
Comecei então a beber, eu sempre bebo e nunca entendo, eu bebia para não mais lembrar.
O choro parou e me vi a beira do precipício, e você me empurrou para o fundo dele.
Procurei por remédios, deus sabe o porquê de eu sempre tentar me dopar com eles, mas que eu nunca tome o suficiente para me fazer não mais acordar.
Remédios de merda, paixão de merda...
Fico olhando o fogo e jurando que no outro dia irei beber, começar a fumar, cortar meu cabelo e parar de estudar...
Caio no choro, novamente, ao lembrar. E no radio alguém canta “Ne me quitte pás” e eu prometo a mim mesma lhe matar, pois você já me deixou... Já me deixou.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
era seu sonho, nada mais
E ela estava lá, completamente entregue a ele
A espera que o toque da mão dele chegasse até ela, isso era suficiente pra faze-la sentir-se pura novamente, como se o que houvesse passado tivesse ficado para traz. Fecha-se os olhos com medo de abrir e acordar, abre-se o coração para sonhar, relembra as cicatrizes de um coração quebrado e entrega-se ao que não conhece
Lá estava ela completamente vulnerável a um olhar perdido na imensidão de um quarto escuro, sem dizer nada, dizendo tudo, deixando as batidas do seu coração quebrado falar por si próprio.
Um toque lhe entregando o paraíso com um pé no pecado, e ela olhava a face bela que se encontrava a sua frente e pedia para que aquilo não fosse uma ilusão.
Tocaram-se os lábios e a chuva caiu, junto com lágrimas em seu coração, e a camisa desabotoada e o desejo que a cada passo dado aumentava, entregaram-se um ao outro, corpo a corpo como um só, e a chuva era testemunha do quão ela queria amar ele e poder lhe entregar o coração, mas melhor era ficar em silencio e contempla-lo a sua frente a sorrir, era um sonho e nada mais.
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