É, a vida as vezes me parece tão difícil de se acompanhar, quem sabe meu erro tenha sido nunca ter consigo me entregar, eu sei que não é tarde pra nada, ainda posso me reencontrar, te reencontrar, a minha insegurança me impede de querer um pouco mais, é tanta coisa que acabo me prendendo ao chão, e sem querer, te deixo sair por aquela porta sem nem ao menos lhe falar, dizer, explicar o que eu ainda não entendo...
domingo, 20 de novembro de 2011
domingo, 23 de outubro de 2011
Num faz de conta
Faz de conta que te odeio, que não suporto esse teu cheiro, que fica na minha roupa enquanto você me abraça, faz de conta que não percebe o quanto essas cores no seu rosto me fascinam, faz de conta que não me importo se você vai ir ou vai ficar, fingi que não percebe o quanto a sua presença mesmo distante me deixa em paz (...)
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Voe alto, e venha aqui me encontrar
Na esquina da quarta avenida
Na curva da ilusão
Peço por favor
Pode segurar-me a mão?
Desde que parti da sua casa, o espero
Deitada no tapete do meu quarto
Procuro seus braços para enfim dormir em paz
Procuro esse cheiro de roupa limpa que encontro em você
Procuro estes teus olhos cansados e traiçoeiros que me roubaram o ar
Procuro-te na esperança de me encontrar
Só queria mostrar lhe à lua da minha janela
Mas com o amanhecer
Até a lua e as estrelas iram partir
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Mas me deu vontade de sair correndo e pedir que tentasse, que me deixa-se também tentar, que pudessemos ser algo um para outro, que me deixasse tentar ser boa, eu sei que as coisas não seriam fáceis, mas não tive medo ao iniciar e não teria medo se você estivesse ao meu lado, passaria horas ao seu lado sentado em um banco qualquer apenas contemplando o teu silencio
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
E depois de tanto tempo resolvo eu te escrever, sabe, eu me pergunto até que ponto jogamos e até que ponto fomos nós mesmo. Em qual parte da estrada nos perdemos?
Bem eu sei que te perdi logo de inicio, ou será que eu perdi mesmo? As vezes acho que nunca me pertenceu, não escrevo para lhe culpar, para me fazer chorar, para nos perdermos mais, escrevo por que sinto uma saudade enorme do que fomos, lembra? Éramos tão tolos e donos da verdade, e donos de si próprios, confesso a você que me olho no espelho hoje, e me pergunto se ainda comando meus próprios passos, é preciso dizer adeus, nos dois sabemos, nossas juras de “pra sempre estarei ao seu lado” não iam durar mais do que uns dois ou três anos, mas eu cheguei a acreditar em para sempre com você, eu cheguei a acreditar em mim, por culpa sua e tudo que me tornei foi culpa sua, as coisas ruins e todas as boas, e não vejo porque chorar e amaldiçoar o que sinto, não hoje.
Eu não queria precisar mentir, jogar, esconder, brincar, mas você me levou a isso, e tem certas coisas que eu não posso explicar, mas essas seriam as que quem sabe te fariam ficar.
Você nunca foi uma perda de tempo, só acho que a gente devia ter usado ele melhor, eu só queria apagar as coisas boas, como o teu abraço, o teu cheiro, o teu casaco. Essas coisas boas ficam para foder com a cabeça da gente sabe?
Você me ensinou a me preocupar mais comigo mesma no momento em que me deixou sem proteção, e eu me vi tantas vezes solta na chuva andando pelas ruas sem rumo.
A vida nos traz coisas boas, mas nos leva aquilo que amamos, e vejo que com o tempo tudo isso está se acabando.
Caio Fernando já dizia “de tudo isso, me ficaram coisas tão boas. Uma lembrança boa de você, uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor para mim e para os outros. De não morrer, de não sufocar, de continuar sentindo encantamento por alguma outra pessoa que o futuro trará, porque sempre traz, e então não repetir nenhum comportamento. Ser novo.”
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Vai Violeta
Violeta estava perdida, mas afinal de contas, quem não se perde as vezes?
Estava perdida sem razão para tal, talvez por viver em um mundo só seu, talvez por achar que esse mundo não lhe pertencia.
Não tinha amor para lhe escrever cartas, não havia nela nem ao menos motivos para chorar, ou sorrir.
Não tinha cães nem gatos, não sentia o ar a sua volta, não percebia mais as cores, ela esqueceu-se de sentir os odores dos momentos que vivia. Até mesmo seu próprio rosto refletido em um espelho não era mais familiar.
Pensava a muito que o melhor era partir... Encerrar essa vida tão banal. Pensava que para ela já era tarde.
Tarde para quê Violeta? Tarde para amar? Tarde para sonhar? Tarde para viver?
Ora menina, então vá lá e jogue-se, estais no sétimo andar, será uma queda suficientemente boa para deixar de existir. Vamos! Desista de tentar, já que achas que está tarde para tentar ser você mesma. Ande Violeta! É bem mais fácil desistir do que se aceitar.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
mas tu se negas
Eu não quero parecer louca, nem desesperada, porque hoje eu estou tão tranqüila meu bem, fez sol lá fora, esquentou aqui dentro, me aqueceu por dentro, quase me senti em seus braços, esquecer seus beijos, seu cheiro, a cor do seu cabelo isso eu não vou, isso eu não quero, só não quero mais tuas migalhas atiradas ao chão da minha porta, não quero te ver como um brinquedo que uso, gosto e não levo pra casa pra cuidar e dizer ser meu, eu não quero não poder te possuir, mas se nada disso acontecer, quero nunca mais sentir teus lábios, essa tua cara de sono, a forma como ri do meu ciúmes, enquanto me chama de louca, e quando é que te disse que era lúcida? Pois hoje até mais lúcida eu estava, mais perto da realidade, minha realidade é não te ter, isso me dói, porem lá no céu eu achei uma estrela ótima e penso em qualquer dia me mudar pra lá, longe desses tormentos aqui existentes, longe da tua mão para me alcançar. Me perguntas tantas vezes se te amo, oras eu gosto, gosto teu modo estranho de caminhar e pentear o cabelo, gosto do teu casaco, e desses teus sapatos sempre mal calçados, gosto do teu gosto, gosto do cheiro que passa do teu corpo até o meu, gosto do nosso gosto, desgosto tuas manias, desgosto teu desleixo, desgosto a tua falta, me atormenta não conseguir gostar dessas coisas em outras pessoas, porem não acreditamos mais em pra sempre, então te gosto hoje, te curti ontem, e se amanhã ainda quiseres a mim sabes onde me encontrar, caso contrario nem venha, em cada estação estarei á sua espera, espera áspera porque me negas meu brinquedo, porque te negas a mim, me mostra o paraíso e te negas a ir até o inferno comigo, mas mesmo assim eu me vou, e eu me sigo e eu me sou tua, quando quiseres ser só meu apareça, me perdoe por não olhar nos olhos teus, mas meu olhos me traem e me levam pra perto do que me nego a aceitar, estou em tuas mãos .
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